Oficina de fotografia discute a importância da fotografia humanista no reconhecimento do outro

Mayara Albuquerque – comunicadora popular da ASA-IAC
Quixadá
17/02/2014

“Para mim o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante que a fotografia. E mais complicado…”
Diane Arbus

  

Dinâmica de integração através de fotos de acervo pessoal | Foto: Mayara Albuquerque / Arquivo IAC

Dinâmica de integração através de fotos de acervo pessoal | Foto: Mayara Albuquerque / Arquivo IAC

      No último sábado, dia 15, o grupo de jovens da comunidade Bom Jardim, em Quixadá (CE), bateu um papinho sobre fotografia humanista e conheceu um pouco da história da fotografia através da “Oficina de fotografia – conversa com fotógrafos humanistas” facilitada pela comunicadora popular do Instituto Antonio Conselheiro, Mayara Albuquerque. A oficina teve como principal objetivo refletir sobre a importância da fotografia na construção da memória coletiva, com foco nos fotógrafos humanistas e como objetivos específicos – conhecer a história da fotografia; conhecer a fotografia humanista através de nomes como João Roberto Ripper, José Albano, W. Eugene Smith, Dorothea Lange, Cartier- Bresson, e por último, conhecer um pouco da linguagem e técnica fotográfica.

        Inicialmente, foram feitos alguns exercícios de teatro para “desacanhar” os meninos e meninas. Após os exercícios, foi a hora de se apresentar. Cada participante apresentou uma foto do seu acervo pessoal e contou um pouco da sua história por meio daquela foto. Alguns esqueceram os retratos, mas os amigos não perdoaram. O arquivo dos celulares acabou entrando no meio, trazendo à tona a evolução da fotografia. Toda foto tem um causo, Marcinha lembrou que foram 25 anos de luta para conseguir energia elétrica na comunidade. Com toda a peleja, o jeito foi fazer promessa. O tio de uma das meninas participantes da oficina prometeu no dia da inauguração da energia, se um dia isso se tornasse realidade, que se vestiria de bailarina. Não teve outra, no tão sonhado dia, arrumaram uma fantasia de bailarina de carnaval e o rapaz teve que se vestir. Infelizmente, a foto sumiu. Já dá para imaginar o que aconteceu com ela. Após a dinâmica intitulada “Álbum de família” deu-se início a discussão sobre o que é fotografia. Para a maioria, fotografia é lembrança, recordação, registros. Outros responderam “conhecimento, “viver o que não viveu, “a arte do esquecimento”, “momentos”, “expressão”, “conhecimento”.

       A fotografia não teve apenas um inventor, o estudo e trabalho árduo de químicos até filósofos colaboraram com o seu surgimento. Câmara escura, primeira fotografia da História, marcos da fotografia, o envolvimento de figuras como Leonardo da Vinci, tudo isso foi debatido na roda de conversa. Após conhecer um pouco da história da fotografia, foram exibidos trabalhos de fotógrafos e fotógrafas humanistas, um pouco da história das fotos e de seus artistas. Também foi exibido um trecho do doc “João Roberto Ripper – Especial Imagens Humanas”, em que Ripper conta um pouco da história da documentação de alguns de seus trabalhos.

       Já que a história do cinema nasceu com o surgimento da fotografia, o audiovisual continuou presente na formação com a exibição do documentário “Câmara Viajante”, de Joel Pimentel. O doc retrata o imaginário da fotografia através dos fotógrafos que atuam nas festas, feiras e romarias do interior do Ceará. O vídeo arrancou boas risadas e lembranças, Marcinha ressaltou que agora eles revelam as fotos em 15 minutos. Em pouco tempo você leva a sua foto com “Padim Ciço” pegando na sua cabeça de recordação.

Participantes praticando | Foto: Mayara Albuquerque / Arquivo IAC

Participantes praticando | Foto: Mayara Albuquerque / Arquivo IAC

        Já no finalzinho, com a fome batendo à porta, foi visto um pouco da técnica e linguagem fotográfica. Iso, obturador, diafragma, foco e profundidade de campo, exposição, composição, enquadramento, edição de fotos. Assuntos levemente debatidos, sem esquecer que o equipamento faz diferença sim, mas a sensibilidade faz mais. Como disse sabiamente, um dos gênios da fotografia do século XX, Cartier- Bresson, para fazer uma foto é preciso “colocar a cabeça, os olhos e o coração e alguém no mesmo eixo.”

           Antes do almoço, ainda deu para ver o trabalho do fotógrafo Muhammed Muheisen, que documentou as expressões de crianças refugiadas do Afeganistão, como inspiração para a saída fotográfica à tarde e “12 conselhos para ser um fotógrafo feliz” do site “Fotografe uma ideia – FUI”.  Durante a tarde, apesar da chuvinha fina, ainda deu para praticar um pouquinho e encerrar o dia com belos retratos e sorrisos.

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